sexta-feira, 30 de junho de 2017

Porque a História dos Bondes será aqui citada?


Porque o Bonde era o veículo dos foliões no Carnaval carioca, bem como era dos sambistas que iam e viam dos subúrbios para o centro da cidade, em especial para o Bar da Galeria Cruzeiro, no térreo do Hotel Avenida, na Avenida Central, atual Av. Rio Branco, para tomar o chopinho nosso de cada dia.
Assim está escrito em Rio de Janeiro Aqui:
Hotel Avenida - Rio Antigo
“O Hotel Avenida pertenceu à Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico-CFCJB, ou seja, uma companhia de Bondes, que fornecia transporte urbano no Rio de Janeiro. Nas fotos pode-se ver um bonde chegando à um dos terminais que ficava à frente do hotel. ”
“ No térreo do edifício do Hotel Avenida ficava a estação de passagem dos bondes da Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico, que se dirigiam à Zona Sul do Rio de Janeiro. No mesmo local, em frente aos bondes, ficava a famosa Galeria Cruzeiro, com muitos bares e restaurantes em parte do pavimento térreo do Hotel Avenida. ”
“As lojas, bares e restaurantes circundava o pavimento térreo com frente tanto para o Largo da Carioca como também para as ruas laterais. A galeria tinha o nome de "cruzeiro" devido a ter duas passagens ou galerias que se encontravam, em forma de cruz. ”
“ O Hotel Avenida foi personagem de uma época de brilho e glamour do Rio de Janeiro da Belle Époque. Construído em 1910 na recém-inaugurada Avenida Central, atual Av. Rio Branco, ao estilo de Paris, brilhou no cenário do centro da Cidade até 1957, quando foi demolido para dar lugar à construção do Edifício Central. ”
Ouvi, uma vez do próprio Mario Lago que ele frequentava muito a Galeria Cruzeiro.
Soube por Aracy de Almeida, carioca do bairro de Encantado, que Noel Rosa, Poeta da Vila, de Vila Isabel, também, era frequentador.
Não vi, mas soube que “ Pixinguinha tocava no bar da Galeria Cruzeiro”.
Os velhos sambistas iam de Bonde para o Café Nice, um café-bar estabelecido na Avenida Central, a nossa Rio Branco, no número 174, onde, também, pontificavam Noel Rosa, Mario Lago, Wilson Batista ( autor do Livro  "Café Nice" um livro de memórias jamais terminado),  Erasmo Silva, Patrício Teixeira , Pixinguinha, Donga, João de Barro, Almirante, Ataulfo Alves, Orlando Silva  entre outros, sendo assim um grande “ ponto de encontro maravilhoso, que teve uma representatividade muito grande na história do Rio de Janeiro, para a boemia”.
A pé ou de Bonde esses memoráveis iam aos Cabarés da Lapa, e o Rio de Janeiro vivia a sua a Áurea, quando o Balneário de Luxo brilhava, resplandecia, não só por ser a Capital Federal da Republica dos Estados Unidos do Brasil, mais porque nela, a Cidade Maravilhosa, se fazia Cultura, principalmente a Cultura do Samba.
Wilson Batista e Ataulfo Alves compuseram o samba “O Bonde São Januário” cuja letra é:
 
É quem tem razão
Eu digo
E não tenho medo
De errar
Quem trabalha...
O Bonde São Januário
Leva mais um operário
Sou eu
Que vou trabalhar
O Bonde São Januário...
Antigamente
Eu não tinha juízo
Mas hoje
Eu penso melhor
No futuro
Graças a Deus
Sou feliz
Vivo muito bem
A boemia
Não dá camisa
A ninguém
Passe bem!

É como eu afirmo o BONDE estava sempre presente na vida dos velhos sambistas...
E vamos nos...

Vamos que vamos...

Nenhum comentário:

Postar um comentário